
Hoje, dia 2 de março, sai a edição 2009 do famoso Guia Michelin, que festeja esse ano seu centenário. Para quem não conhece sua história, o fabricante de pneus criou o guia no início do século passado com o intuito de... vender pneus. Citando François Michelin: "Nós fabricávamos pneus. Nós precisávamos vendê-los para manter nossas fábricas funcionando e assegurar o trabalho de nossos operários. Era importante dar aos automobilistas razoes para rodarem. Daí a criação do guia." A classificação anual de hotéis, restaurantes e locais turísticos continua sendo um best-seller. Em 2008, 370.00 exemplares do Guia Michelin, ou Guide Rouge como passou a ser chamado à partir de 2003, foram vendidos. Como tudo o que faz muito sucesso, o guia é criticado por uns, elogiado por outros, porém nunca ignorado. Alguns reclamam de ser elitista e ultrapassado. Outros vêem nele a certeza de encontrar sempre lugares de boa qualidade. Para os estabelecimentos, ter um ou mais (três no máximo) de seus "macarons" (ou estrelas) ou simplesmente ser citado no guia, é a certeza de atrair clientela. Por outro lado, os grandes guias colocam uma pressão enorme nos chefs de restaurantes estrelados, que são os mais afetados pela classificação. O pavor de perder uma estrela ou a esperança de ganhar uma, já foi cenário para grandes dramas. Grandes chefs já renunciaram às suas estrelas, e até mesmo o suicídio do chef 3 estrelas Bernard Loiseau aos 52 anos em 2003, é atribuído, em parte, à críticas insuportáveis por parte do Gault Millau (maior concorrente do Michelin). Mas o valor do Guia não se restringe somente à crítica dos grandes restaurantes. Seu verdadeiro tesouro está na sua seleção de bistrôs e outros restaurantes classificados segundo sua relação qualidade/preço. E isso, em cada canto da França.
muito legal!
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